terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Tetélestai (Consumado está)

Dispare contra suas idéias mais simples e enxergue além de suas vontades. Todo envolvimento desenvolvido, toda disposição criada, lágrimas e sorrisos deveriam se tornar uma constância, estando só ou acompanhado.

Deixe sentir-se apaixonado pelos seus sentidos, pela necessidade de perceber que tudo a sua volta pode atingir da mesma forma que se percebe a pessoa desejada. Esquive-se da grotesca necessidade da posse ao alvo de seu ego, deixe-o ir da mesma forma que digere uma boa comida e fecha os olhos a paisagem que o cerca. Somos maiores que a paródia da cerca, algema, grilhões, ou como chamam os relacionamentos.

Não estou dizendo para que não aproveite o sentimento da paixão, que se prive do ato de amar. Apenas o aceite como mais uma das enormes facetas que envolve teus sentimentos. Saiba ter a coragem de permitir partir ou de ser abandonado se for o caso.

Perceba que esse sentimento de amor, de admiração, de desejo pode ser destinado a tudo que o cerca e enquanto estiver em si, jamais deixará de existir. E certamente te fará viver com intensidade quando dividido.

3 comentários:

[angelica] disse...

"deixe-o ir da mesma forma que digere uma boa comida e fecha os olhos a paisagem que o cerca."

isso foi sensacional.
o exercício da liberdade é cotidiano.
exercitar nossa capacidade de ser e deixar ser livre deve ser cotididano...

:*

Bruna disse...

Nossa. Isso me lembra a conversa que tivemos sábado. A gente fica consciente e essa consciência deve permanecer quando acordamos no dia seguinte. É um exercício diário que só depende da gente.
Deixar ir: Mantra de todos nós.
Admiro sua sensibilidade. Bjos

Narjara disse...

hhhuuummmm... acho que sei bem do que vc está falando. Sensacional!