terça-feira, 20 de maio de 2008

Exposição

Eram mais de 19 horas quando me chamaram para ir ao IDA na UNB.

- Podemos dar uma passada por lá. Vai rolar uma exposição.
- De qual é?
- Lembra da parede que neguinho tava pintando? Então é esse esquema.
- Beleza.

Não tem como abrir mão de prestar a homenagem a um amigo. O cara mexe com artes é talentoso para caralho e tem peito para dizer que vai viver disso, lógico que passando em concurso é mais fácil de ter peito para essas coisas. Mas deve rolar bira de graça, vamos nessa.

Gente chata, minas feias, música ruim e exposição legal. Bom, pelo menos um ponto está valendo a pena. Estaria tudo tranqüilo se o vinho não fosse tão ruim a ponto de seu nariz não deixar bebê-lo, algumas coisas mudam perto dos 30, então partimos para a única cachaça presente. Um brinde ao produto nacional, viva a Boazinha.

- Não pensei que iria te encontrar por aqui.

Essa frase veio acompanhada de um olhar blasé e um nariz naturalmente empinado de uma menina que estudou comigo no segundo grau e hoje está na UNB. Esse povo deveria estar formado já, não é?

- Um amigo meu está expondo aqui.
- É?
- Aham. Ele pintou a parede com uns desenhos maneiros.
- Só... Achei isso aqui meio bestinha.
- Tem algo seu aqui?

Não. Não tem nada que caiba nem no conceito bestinha UNB.

- Pois é... E aê? Já se formou?
- Não, eu ainda tenho muitas coisas para terminar. A UNB meio que te prende sabe?

Não, não sabia porra nenhuma sobre isso.

- Muito tempo mesmo que não te vejo. A última vez, foi meio...
- Ruim. Uma merda mesmo cara. Você é um babaca!
- É. Às vezes sou mesmo.

Ela dá um sorriso, esbarra em um cara de chapéu coco e vai batendo seus tamancos em direção a saída.

Menina interessante. Queria me lembrar o nome dela.

3 comentários:

Mah disse...

sua cara esquecer o nome do alheio.

piotr disse...

hahahahahaha!

Catarina disse...

Muito obrigada... as vezes vc prefere confundir nomes simples. Mas é pior ainda quando se confunde com o básico em si.

Tanto faz na real.