sexta-feira, 18 de abril de 2008

Boçalidades

Sem álcool há dois dias e nada de sexo por uma semana. O mundo começa parecer bem menos interessante mesmo. Parece que se torna ler e reler e-mails, assistir filmes que já estavam acumulando em sua estante, alguns livros sem concentração e seriados americanos comprados na feira do cruzeiro.

O médico deveria, ao menos, ter liberado o café para me fazer parar de bocejar na frente dos clientes nas reuniões. Mas o tédio é tamanho que prefiro vir com esse olhar de zumbi do que ficar em casa olhando para a televisão sem ao menos poder tocar uma punheta.

Beber socialmente realmente é o termo que me represente nesse exato momento. Todos os convites são para bares ou para vinhos acompanhados de música em suas casas. Uma prova que todos meus amigos são bêbados e todas as conquistam precisam de álcool como facilitador. O que não seria nada ruim, já que curto a companhia de meus amigos bêbados e meninas bonitas, que precisam beber um pouco para falar sacanagem ao pé do ouvido.

Agora contra o tédio a única fonte que me resta são os prováveis doces que irão me tornar diabético. Assim eu saio de um problema no coração, vou para um novo no estômago e em breve serão insulinas e a contratação urgente da Sky, sem o canal pornô por hora.

Um comentário:

[angelica] disse...

se o cotidiano tão cheio de detalhes, obrigações, desejos, pequenos gestos e tudo mais que compõe nossos dias é, na verdade, boçalidade, o que nos resta, então?

se passar o dia entre cafés, filmes, música, o preparo do almoço e cochilos rápidos, e qualquer outra coisa que componha um dia comum, for dessas boçalidades, não tenho reclamações.

ás vezes, dias comuns podem ser realmente extraordinários.