sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Sarros, drogas e Rock Roll

Um irmão me passou um vídeo, nele estava um cara de cabelo comprido e um visual largado que durante muito tempo carregamos com orgulho pela escolas, ruas, shows e jantares de família.

Nós éramos uma irmandade, uma gangue, um grupo de moleques magrelos (isso ainda é reflexo até hoje), aprendendo a beber, fumar maconha e ouvir o melhor da década de 90 em termos de música.

Meu quarto era composto de vários tapes sujos e marcados com durex segurando um papelzinho com os seguintes nomes: Pearl Jam, Nirvana, Alice Chains, Stone Temple Pilots, Elastica (juro que era da minha mina), Soundgarden, Faith no More, Red Hot Chilli Peppers e alguns outros largados e variados estilos para aquele que nunca teve nenhum certo.

O interessante é que eu era um duro, meus amigos tinham os cds mais bacanas, as minas os pôsteres e eu só tinha grana para uma blusa fuleira e uma flanela que de tão velha era a mais grunge do ambiente. Mas isso jamais me impediu de correr atrás e gravar o maior número de bandas que eu conseguia ouvir sozinho em meu quarto, pensando nos eternos problemas que todos os adolescentes tem e acham ser tão seus.

Os shows possuem um papel crucial em tudo que é relacionado ao início de minha adolescência. Porra... Foi por conta de um show que eu conheci a linda menina que tirou minha virgindade e descobrir que amor não existem só em poemas. Que me fazia parar de transar para virar a fitinha, quando descobri que música poderia servir de fundo para algo muito melhor que maconha.

Mas esse texto começou com o link enviado por um dos meus amigos. Hoje nós crescemos todo mundo trampando, alugando e comprando apê, os problemas com as minas que provam que crescer na verdade não muda tanto as coisas assim e ainda nos sentamos para tomar uma cerva e conversar sobre como nos conhecemos a tanto tempo, em como um dos nossos que está partindo em breve para fora vai fazer falta e como somos sortudos de termos uns aos outros e de todos nos encontrarmos várias vezes em showzinhos no Garagem ouvindo bandas ruins destruírem nossas bandas boas.

Mas quem se importa? Isso é Rock não é?

2 comentários:

piotr disse...

só isso.

tatiana reis disse...

dos tempos em que combinava as minhas duas flanelas com meu humor ( rá), em que quebrei o nariz batendo cabeça no gran circular..tempos em que me perdia em braços de meninos chapados e cabeludos.

a gente deve ter se esbarrado zé.