quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Patamar

Estava discutindo sobre a importância e ambições de nossa espécie. Soa idiota a primeira frase pelo simples fato de sermos tão distintos em culturas, línguas e crenças para simplesmente simplificar nossa espécie como uma. Mas vamos a base, somos uma espécie e estamos aqui.

Adaptamos-nos para nos manter em cada canto desse planeta, matando e cultivando a nosso modo cada ser e plantas necessárias a nossa volta. Desenvolvemos uma série de ferramentas, normas de condutas, povoados, cidades, vilas, tribos, ajuntamentos e seguindo nessa linha nossas religiões e todo o restante que nos cerca.

Então veio a conversa. Alcançamos nosso potencial máximo? O homem se desapegou do que era inicialmente e hoje estamos seguindo fatalmente ao fim deste planeta e de nossa espécie. Odeio essas conversas.

Acredito muito na nossa espécie. Vamos sobreviver a nós mesmos, as nossas crenças, burrices e até mesmo a qualquer coisa que esse planeta quiser voltar contra nós se tivermos tempo e nos focarmos.

Estávamos comentando sobre o fim do planeta. Esse desejo que merecemos ser punidos por destruir um planeta me cansa. Sim iremos sobreviver, além disso, iremos sair para qualquer lugar para absorver o que tivermos que absorver.

Impossível colonizar planetas, gerar mares, atmosfera, vegetação e todas essas asneiras que julgamos hoje ser base para viver? Bom parecia impossível gerar fogo por conta própria. Poderia continuar com aquelas mais bacanas como penicilina, quebrar átomos, mapear DNA e por aê vai. Tudo tão fantástico, mas calma! Precisamos de limites.

É tudo sempre sobre isso, precisamos nos limitar em normas de condutas, deuses, políticas e qualquer coisa que possa fazer você estar atento ao presente e não se dividir do bando.

Bando. Somos o melhor bando espalhado por esse planeta e iremos sair daqui deixando provavelmente uma porcaria nem digna de ser lembrada, como aquele parente afastado que só nos trás problemas.

Adeus planeta Terra, obrigado pelo lindo patamar.

4 comentários:

trapaceiro disse...

e se nós não acabarmos com esses limites, vamos inventar alguém que não os tenha, e esses é que vão nós olhar como mermo patamar. Uma raça bonita nascida sem os pecados dos pais.

trapaceiro disse...

mero patamar. mero.

Aloprado Plantonista disse...

Digo sim estaremos preparados para qualquer catastrofe, seja ela causada por nós ou não.
A humanidade se refaz a partir das migalhas, gente vivendo d lixo é o que mais tem.

Boca disse...

Uma boa ilustração em vídeo do seu texto seria o "Ilha das Flores". http://www.youtube.com/watch?v=Zfo4Uyf5sgg

Assim, nos deparamos com o homem na sua essencia: Conciso e contraditório. Inteligente e ao mesmo tempo capaz de criar abismos e gastar milhoes para destruir a sua propria especie. Vamos brindar ás sacolas de plástico no oceano. Afinal, o que nós humanos, faríamos sem elas?? E as nossas compras??? Adicione o belo tom brique e ironico na oração que se passou.
Bom texto.

Ich Liebe Dich.