terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Caixa

Na cabeceira tem uma caixa.

Nela encontra-se a memória de uma máquina fotográfica com 210 fotos de uma menina que confiou sua nudez ao namorado, 24 tampas de Long Neck de Heineken, duas tampas de Devassa, um charuto, duas esferas de metais terapêuticos, dados de War, uma chave, sete pacotes de camisinhas baratas e maconha.

Foi feita uma promessa que nada sairia desta caixa. A promessa deveria ser mantida mas ocasionalmente a maconha sai e dependendo da companhia acompanhada das camisinhas.

4 comentários:

Bruna disse...

Uma boa companhia vale a quebra de promessas e verdades. Principalmente aquelas q vão embora rápido, levando um pedaço de nós mas deixando outro no lugar.
Em primeira mão, adorei o texto.

Amanda Carvalho disse...

Nunca acreditei em promessas! Nunca! acredito em fatos.. talvez por isso sou jornalista! E tenho tanto cuidado ao depositar coisas tão minhas a alguém! O texto tá bom mesmo!!! =)

Anônimo disse...

Adoro a companhia de tampinhas de Heineken. São as melhores.

boca disse...

Sinceramente, demoro a abrir caixas como as suas, que guardam dentro de si, sorrisos e memórias. Mudo muitas vezes essas caixas de lugar. Numa tentantiva vã de mudar lembranças e memórias. Como quando arrastamos móveis e quadros para expulsar companhias ausentes. A vida é uma alegria que dói. Não é mesmo, meu poeta?