terça-feira, 26 de janeiro de 2010
O menino no sapato - parte final
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
3D (Blé)

Que filme ruim!
...
Tirando o fato do convite ter partido de alguém que eu gosto muito e por conta do Correio Vip eu ter pago meia, não tenho muito o que dizer a favor desse assombro visual de três horas.
Verdade seja dita. Muito bem feito, os passos para aproximar a animação gráfica do verossímil está cada dia melhor e os efeitos 3D valem a pena o ingresso (meia ou inteira para quem queira ou possa), você passa uns pequenos minutos se acostumando e quando seu cérebro aceita finalmente que está sendo enganado é lindo.
Infelizmente temos pouco o que admirar além disso.
O filme é uma colcha de retalhos descarado. Não foi necessário nenhum esforço da parte dos roteiristas. Temos pitadas de Dança com Lobos, Último Samurai, Matrix, Alien, Tropas Estrelares, Pocahontas e outras que me lembrei durante o filme mas que não anotei para escrever aqui.
É tão absurdamente previsível que você se sente a beira da premonição. Aparece a enorme cabeça de um animal voador e com ela a lenda sobre aquele que o cavalgou e uniu todas as tribos. Deus... Quem será que vai conseguir montar isso novamente?
Tomando um café com minha namorada ficamos conversando sobre o que o filme poderia acrescentar. E as críticas não poderiam sair do lugar comum que é todo o filme. O mito do herói externo. Isso enche o saco.
Nunca existe a possibilidade de um povo conseguir algo por conta própria não é? Afinal, aquele que vem de fora é conquistado no cenário romântico e voilá, temos um herói digno. Afinal, não são animais, não são índios, ele é como você. Só está dentro do corpo de um ser distinto. Ah, assim tudo bem. Obvio que o "ser herói" partiu de nossa espécie.
As referências políticas e militares foram as mais hilárias (bela sacada das torres gêmeas camis, nem me toquei). Um militar malvadão que está claro que vai ser o inimigo, o inescrupuloso capitalista que só quer saber de pepitas e acha que árvores são apenas árvores.
O final do filme é quase um Vietnã. Soldados cabisbaixos que não queriam estar naquela guerra cruel. Apenas estavam cumprindo ordem, partem desolados em seus aviões, derrotados contra selvagens armados de fé, discurso e todo um planeta a seu favor.
O diretor e roteristas realmente não nos conhece como espécie não é? O final do filme seria apenas uma nave soltando ogivas nucleares contra um planeta inteiro que odeia os humanos parasitas e não uma rendição com peso na consciência. O que eles queriam era minério e não conquista de território. Essa ingenuidade é tão bonita quanto os efeitos do filme.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Contida
Mão
Saliva
Toque
Calor
Suor
Te quero
Amarras
Marcas
Unhas
Dor
Ai
Lenço
Vista
Cega
Lingua
Umidade
Sopro
Voz
Arrepio
Hum...
Me cala
Dedos
Sugar
Morder
Rosto vermelho
Cabelo
Nuca
Puxão
Deleite
Pau
Saliva
Saliva
Pau
Pau
Saliva
Ar
Pau
Saliva
Saliva
Saliva
Pau
Pau
Pau
Saliva
Pulsar
Gozo
Gozo
Hum...
Sal
Deleite
Te amo
Te bebo