quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Jogo do Bicho

Tive um sonho estranho noite passada.

Estava cercado de pessoas: todas ouviam com deleite o que eu dizia, cada ponto defendido era um clímax. As mulheres me cercavam ouvindo atentas, dizendo que eu era lindo, que queriam dormir comigo. Todos os caras sorriam, apontavam, diziam que queriam ser eu.

Joguei no Gato.

Perdi 25 Reais... deu Pavão.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Tetélestai (Consumado está)

Dispare contra suas idéias mais simples e enxergue além de suas vontades. Todo envolvimento desenvolvido, toda disposição criada, lágrimas e sorrisos deveriam se tornar uma constância, estando só ou acompanhado.

Deixe sentir-se apaixonado pelos seus sentidos, pela necessidade de perceber que tudo a sua volta pode atingir da mesma forma que se percebe a pessoa desejada. Esquive-se da grotesca necessidade da posse ao alvo de seu ego, deixe-o ir da mesma forma que digere uma boa comida e fecha os olhos a paisagem que o cerca. Somos maiores que a paródia da cerca, algema, grilhões, ou como chamam os relacionamentos.

Não estou dizendo para que não aproveite o sentimento da paixão, que se prive do ato de amar. Apenas o aceite como mais uma das enormes facetas que envolve teus sentimentos. Saiba ter a coragem de permitir partir ou de ser abandonado se for o caso.

Perceba que esse sentimento de amor, de admiração, de desejo pode ser destinado a tudo que o cerca e enquanto estiver em si, jamais deixará de existir. E certamente te fará viver com intensidade quando dividido.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Dois

Esse quarto ainda ocupa uma presença que não é somente minha. Quase uma necessidade de continuar fazer presente, o que passou e foi tarde.

Sinto saudades do toque de Fernando em minhas costas, ainda posso sentir a nuca arrepiando quando colava seu rosto ao meu. Ficava zonza como estou agora, trêmula como um dia após um porre. Embriaguei-me no seu corpo.

Carlos nunca entenderia o que ele chamou, xingando, de traição. Ele era minha tranqüilidade, minha paz, meu foco. O amor que jamais senti por nenhum homem. Ele partiu com palavras duras e um rosto vermelho de lágrimas.

Amei aos dois ao meu modo. Transformando-os em símbolos de ordem e desordem a minha pessoa. Eles me faziam sentir completa, amada, desejada. Mulher.

Tive que dizer a Fernando que tudo acabara. Sem o meu centro não poderia viver na loucura da paixão ao seu lado. Ele também me xingou, também chorou. Mas foi o único que me bateu na cara antes de sair pela porta deixando sua presença quente em meu rosto.

Sinto saudades de me sentir segura com Carlos e perdida com Fernando.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Sessão da Tarde

Click, click, click... nada que presta. Click, click, click... já assisti também.

Essa conformidade de encarar o que nos digere aos poucos é o que me mata. Mais uma vez deixo a vida brincar comigo nos sonhos de outra pessoa. Tentando e buscando o crescimento que deveria ter em mim.

A loucura chamada paixão, nublou o óbvio que sempre nos é dito por amigos, por parentes e principalmente pela consciência. Mas o não-sofrer dos demais, não podem ser as algemas que nos mantêm calados para a verdade.

Sofrer faz parte, mas viver infeliz não deve ser o destino de ninguém. Temos pouco tempo no conceito que chamamos de vida. E é um desrespeito desperdiça-la com desgastes e esperanças de um Oásis no horizonte.

Um dia de cada vez, guardemos as boas memórias (que não foram poucas) e estejamos ciente que o crescimento será recíproco.

Como me disse um irmão – Gosto muito de ti cara. Qual é o problema de se gostar também?

Click.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

2 litros e meio de conversa

Feriados passam e tentamos manter a disposição no dia-a-dia que segue. Primeiros dias que passam lentamente com cheiro de lençóis e o calor da cama e teima em não sair. Mas as vezes somos flagrados em nossa rotina e recebemos convites – Vamos ao cinema ver um filme de um Best-Seller? Ora... por que não se hoje acabo de receber?

Bom filme. Deixemos de lado qualquer preconceito de – Não leio Best-Sellers. Muitas coisas boas a serem ditas: fala sobre vida, escolhas, sacrifícios e sabedoria nas palavras de um pai que me fez lembrar do meu. Realmente gostei.

Interessante como algumas semanas sem conversar pessoalmente com amigos mudam o início de qualquer conversa. É meio como um carro aquecendo no frio (Me perdoem a geração da injeção eletrônica caso não entendam) vamos soltando conversas aleatórias até que engatamos no ritmo habitualmente conhecido. Mas como sempre a boa conversa sempre sai e sempre bem acompanhada de cerveja.

De toda a conversa, uma frase ficou presa em meus pensamentos – Não é porque achamos que conhecemos demais as pessoas, de nossos grupos, que devemos contar para as demais o que ouvimos delas.

Quantas vidas conhecemos? Quantos segredos que devemos manter somente para nós mesmos são soltos por acaso. Em um simples equívoco de pensar que somos todos amigos e devemos compartilhar nossas vidas, estamos constantemente traindo aqueles que mais amamos e prezamos.

Sei o que digo a meus amigos. Talvez eu cometa o eterno erro de contar a todos como um imenso fórum, para ter a certeza que minha história não será modificada adiante. Uma ilusão certamente.

Custo demais pensar por mim mesmo. Deixarei a eterna dúvida para minha mente daqui em diante. Que os livros, pensamentos, paisagem e belezas sirvam como uma outra consciência em harmonia com a minha. Amigos servem para dividir suas vidas, não para ouvirem palavras que poderiam se perder ao vento.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Chove...

Chove sobre minha Mangueira... chove mas não há de ser nada não.


Deixe abrir o sol no sorriso dos que desfilam, do público que balança como as folhas dessa maravilhosa árvore ao vento.


Chove meu Rio! Chove com lágrimas pelo Cartola deixado de lado, mas que na Velha Guarda sempre lembrado.


Oh... saudades! Cidade Maravilhosa!


Tá surdo?!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Paraparapapara .... track track ... Piiiiiii

Escritores são canalhas por natureza, flertam com o papel a covardia que impede que flertem com a vida.

Estou apaixonado por tudo que me cerca, pelos dias que estão tão frios mas que abre suas nuvens porque sabe que o carnaval chegou.Mesmo longe da cidade, que estou acostumado no feriado, com a multidão correndo pelas ruas, bêbados gritando e sol com cheiro de maresia, estou feliz por esse carnaval.

As linhas que nos separam, são como Hqs que contam histórias divididas entre nossos momentos congelados da memória.Viremos a página sem covardia de olhar para trás meus caros. Porque hoje tudo é possível. É carnaval!