quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Organograma
terça-feira, 10 de abril de 2012
Fissuras
quinta-feira, 26 de maio de 2011
XI - Jogo parte 1

Encontrou um livro velho e uma caixa rasgada, ela estava cheia de cartas que pareciam baralhos. Tinham mais imagens ao contrário da chuva de corações (vermelhos ou pretos), balões e trevos e eram bonitas, diferentes, achou estranho que alguém jogasse fora algo assim. A imagem da mulher abrindo a boca de um leão deixou seu olhar sereno, era um detalhe que preencheu a fome do final do dia, para diminuir um pouco com a sede ao mirar os copos sendo virados um por um.
- Ei! Ô Bob! Quer uma cachaça?
As risadas em volta soavam diferentes. Não parecia que importavam tanto, a cachaça já não importava tanto mas responder aparentemente valia a pena.
- Tá falando comigo viadinho de merda?
O silêncio era ainda mais bonito do que o rosto deles. Ver o garoto finalmente entender que não era um homem era melhor ainda.
- Me dá essa porra de bebida aqui.
Tomou de um só gole.
- Bota outra.
Bebeu enquanto encarava a namoradinha assustada colada ao moleque. Os amigos não achavam que valia a pena fazer nada além de olhar e pedir a terceira dose antes que ele mesmo terminasse a segunda.
Bebeu a terceira dose, colocou o livro e a carta dentro de sua sacola e então saiu.
- Cuzão de merda. Playboyzinho do caralho.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Silêncio
terça-feira, 22 de março de 2011
Marquês de Sade
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Subversivo
Alguma coisa nessa palavra me deixa um gosto ácido abaixo de minha orelha, como uma pequena dormência que cria um aumento de minha excitação. É só olhar para um instante que permita descarregar toda essa aflição carregada em seu estômago por via de seu escroto.
De repente ouço pessoas conversando sobre povos antigos, sobre os mitos e o fato de cada um deles viver mesclado ao dia-a-dia de cada um deles. Era um período mais brando com o que era ou não real, talvez a realidade fosse mais fluída ou quem sabe as pessoas.
Comer é uma agonia que não sinto mais nenhum prazer, ao menos não desacompanhado, é um ingerir de um fraco combustível que não alimenta menos do que o esquecer o que foi deglutido durante a tarde ao final do dia. Praticamente uma bulimia moral.
Tento encontrar um foco, alguma ideia em números ou letras que me deixe apenas um pouco mais calmo dessa desarmonia, esse impulso que não cessa, essa excitação que não permite nem uma noite tranquila de sono além do suor esfriando o corpo.
Ao ver um filme que mostra uma máscara do que seria todo o investimento de ações e acordos bancários, não consigo deixar de pensar o quanto de juros continuo pagando por algo que não tenho culpa. Penso nas milhares de pessoas pagando suas contas sem sequer perceber o quanto disso não é correto ou pior... Simplesmente não se preocupam pelo gasto por possuir mais do que poderia ter para gastar.
Então chega um novo dia e seu corpo tenta te dizer que você não pode levantar ainda, que ele está cansado e precisa de mais algumas horas de sono e você começa uma idiota guerra a favor de seu despertador. Depois ainda criticamos o desenvolvimento de um câncer. Como qualquer organismo pode ser fiel a sua rotina? Impossível!
Aí eu fico pensando... Caralho! Sabe aquele filme de um bando de irlandeses, bebendo, se drogando, correndo, roubando e armando esquemas? Porra... Eles estão tanto com razão quanto qualquer outro que pense em pegar uma arma e ganhe seu lucro como queira. De que adianta fazer tudo certinho nessa porcaria de planeta?
Termine seu colégio, se forme, busque um estágio, tenha a porcaria de uma vida descente e por favor engravide e gere a nova prole para essa linda bola de vidro onde, com sorte, alguém vai mexer para que você enxergue um pouco de neve ou folhas caindo sobre você.
Melhor simplesmente fazer o que você queira antes que o tempo acabe. O problema é saber exatamente o que você quer. Seria consumir a maior quantidade de informações e entorpecentes que seu corpo aguente? Talvez o amor? Ah, sim... temos o amor não temos? Ele sim! Aquele que nunca acaba e nunca vai te trair também não é? Há há há. Tá ok!
Hum... confiar em você mesmo. Puta que pariu , isso sim é genial. Vamos apostar em nosso propósitos. No mesmo que apostam até em ilusões coletivas criadores de mundos e seres. Nas infalíveis escolhas de vida, emprego, caminhos a seguir e roupas em um armário.
Vamos confiar na amizade, naquele tão fudido e perdido quanto você que aparentemente concorda com meios de levar a vida em seu ritmo. Mas até aí nos tínhamos a linhas acima o amor em seu estado puro, enquanto não definha.
Podemos então acreditar que não precisamos acreditar em nada e simplesmente ser um animal civilizado que percebe que está acuado e então o melhor a fazer é não demonstrar muito isso em seu dia. Melhor guardar para gritar quando ninguém estiver te ouvindo ou buscar remedinhos que todo mundo toma e não faz mal né?
Afinal, amanhã surge de novo. Você se levanta, se encara no espelho e guarda todos os instintos dentro dessa máscara chamada ser humano.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Manuela em 24 horas
07:12
Acordada desde as seis. Corre para o banho, busca uma peça intima simples e um vestido leve de verão. Quando chega à produtora as maquiadoras já a cercam com conversa fiada e dicas.
- Hoje você vai entrar em cena com o Carlão não é? Meu deus, como você agüenta menina? Aquele homem é um trator.
- A festa vai ser que horas? Sério? Você vai estourar amor, tenho certeza.
08:20
Cena em uma sala. Um almoço que já está frio desde ontem, o copo de leite em cima da mesa cheira a azedo, está com um joelho apoiado sobre a mesa e o rosto rente ao copo. Carlos enfia freneticamente segurando com firmeza seus quadris. O ritmo é tão displicente que ela chega a divagar por alguns instantes.
- Corta. O que foi meu amor? Está aérea hoje?
- Não sei. Acabei me distraindo desculpa.
- Quer um pouco mais de lubrificante ou quer deixar para o anal?
- Não. Não precisa vamos continuar.
Mais alguns minutos de penetração e ela morde os lábios, olha para trás com uma cara safada e vai batendo de leve com a testa contra a mesa enquanto suas tetas balançam para frente e para trás ao ritmo de seus gemidos.
- Linda cena. Vamos partir para o gozo. Está pronto Carlos?
- Estou um pouco anestesiado. Preciso de mais um tempo.
- Tudo bem. Kátia!
Ela relaxa e fuma o seu cigarro enrolada em um roupão enquanto Kátia chupava generosamente os 23 centimetros de atuação de Carlos. E então em alguns minutos ele está pronto.
- Gravando.
O jato de porra cai quente sobre o rosto, desce rente aos cílios do olho esquerdo e cai em grossos jatos sobre seus lábios. Por mais que não precise engolir é impossível não sentir o gosto. Sempre desce um pouco pela garganta no final das contas.
- Perfeito. Corta!
- Você estava linda querida. Pode ir para o banho.
- Ótima cena Manuella. Parabéns.
11:27
Banho quente. Um pouco da sensação de dormência entre suas pernas e a água a deixa ainda mais sensível e inchada. Cansada ainda, não sabe o porquê essa foi tão difícil.
O olho esquerdo ficou bastante vermelho. Ela limpa e retira a pequena teia de porra em seus cílios, mas tende a teimar de sair. Após arrancar dois cílios junto com a goma Manuella sorri por trazer a sua memória o jogo dos desejos.
12:34
Almoço com a produção. Conversas sobre a nova cena, sobre o roteiro. O ator que acharia melhor trabalhar e os horários.
- Manu queremos uma dupla penetração anal nessa cena. O que você acha do Geraldo e o Cláudio? Não podemos usar o Carlos de novo e acho que pelo menos um deles seria mais tranqüilo.
- Querida você vai comer essa polenta?
- Aqui você vai masturbar os dois ok? E depois eles batem em sua cara com o pau. Punheta, Boquete e passamos para a cena da penetração tudo bem?
- Qual é o horário da sessão de fotos?
- Lembre que hoje à noite temos a reunião com o pessoal da Gringa.
14:50
- Querida acorda. Precisamos escolher a roupa.
Vestindo roupas para tirar aos poucos. Fotógrafo de pau duro sobre as calças. Proposta de trabalho fora dos estúdios. Promessas. Dinheiro. Valor. Recusas.
- Olha par esse lado. Isso querida assim! Me olha como se eu tivesse acabado de tirar meu pau para fora da calça. Assim... Isso. Linda!
16:30
Academia. Malhação. Conversa fiada. Paqueras. Como se tivesse tempo para encontros.
- Você fode tão bem quanto nos seus vídeos?
Atrasada para buscar o vestido para a festa.
21:30
Entra acompanhada com mais duas mulheres lindas. Uma com o silicone tão inchado que uma pequena veia parece estourada do lado esquerdo.
Beijando mulheres, apalpando e fazendo cara de uma boneca retardada. Pegando em pau de atores, repórteres, fotógrafos, sendo encoxada, encoxando e entrando para a festa. Mais fotos e a mesma seqüência de sempre.
- Meu Deus você é linda! Vi seu último filme, achei demais.
Olhares sempre voltados a boca, peitos e quadris. Alguns são mais sinceros e olham para a buceta como se pudessem enxergar além do vestido. Sim, é claro que está sem calcinha.
22:45
Muito álcool. Muita cocaína. Conversa fiada, papo sobre filmes, propostas, extra e oficiais e então o gringo chega.
Interprete para ouvir Amazing, Fucker, Hot, Brazilian Girls, Blowjob, Anal Sex.
Apenas continuar sorrindo. Olhar de boneca, modos afetados e encarar o volume da calça no momento certo.
23:59
Dentro de um carro com o rosto entre as pernas de um homem que não fala nada além do que ouve todos os dias, de todos os homens, não importando o idioma. Sim o contrato seria assinado. Ela seria uma estrela.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
O machista
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Olho
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Nosso tempo
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Hipercubo
terça-feira, 28 de abril de 2009
Mr. Hyde
Então por um segundo me senti culpado e no próximo me perguntei o porquê disso. O motivo, mais uma vez, foi pior do que a ação que o gerou. Um ego estúpido de ser o pior homem do mundo para uma mulher.
O que isso iria diminuir o fato de ter sido o melhor para outra? O que isso mudaria ter sido banal para uma terceira?
Se importar com o que deixa para trás é como glacê em um bolo de casamento. Doce demais para sentir algum sabor e ruim demais para o coração.
terça-feira, 7 de abril de 2009
olhando pela janela
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Livre depressão
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Sensações
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Censura
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Arritmia
"Culpa da anfetamina. Já tomei dois banhos. Relaxe, tente dormir."
Lembro de virar o copo com o café gelado e olhar a expressão congelada do não no rosto a minha frente.
"Putz cara... Você bebeu minha poção."
"O que tinha aqui dentro?"
A noite insone. O virar para os lados, o lembrar da porcaria da conversa que não some de jeito nenhum.
"Me liga amanhã."
Já são meio-dia. Meu telefone não liga, nenhuma Lan aberta, não posso comprar um cartão e tão pouco ligar a cobrar.
"Você é furão demais cara. Isso enche o saco."
Fico pensando, juntando as peças. Isso foi de propósito. Sabe que não teria como ligar, eu havia dito. Por que pediu?
"Nós estragamos tudo."
Concordo. Um dia comendo, lendo, malhando e vendo televisão me mostra que estou inquieto, irritado, incomodado. Não posso criar relacionamentos. Não seria fiel em nenhum parâmetro.
"Você me pediu em casamento bêbado. Se eu tivesse aceitado o que diria? Que foi um erro?"
Quarenta flexões, setenta abdominais, trinta barras e mesmo dolorido não consigo esquecer o cheiro, a textura e o desespero de não sentir seu gosto a quase um mês.
Deve ser culpa minha. Eu afasto propositalmente quem é importante de verdade. Preciso sofrer. Esse é o grande mistério. Sofrer para não assumir.
"Não deveria deixar os rastros das pessoas com quem você dorme. Acha que isso não me incomoda?"
É a anfetamina. Ela não me deixa parar de pensar. Me deixa com sede e faz linhas surgirem e sendo enviadas antes de serem lidas.
"Nós estragamos tudo."
...
"Exatamente."
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Pensamentos sombrios
talvez assim, se matar seria um ato covarde.